Painel em conferência em São Paulo discutiu a combinação de motores elétricos com etanol para reduzir emissões do transporte.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Igor Calvet, estimou que, até 2040, 80% dos novos emplacamentos no Brasil serão de veículos eletrificados. A projeção foi feita em painel da 26ª Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol, realizada em São Paulo nos dias 26 e 27 de outubro.
O debate, sobre a união de eletrificação e etanol para reduzir emissões do transporte, foi moderado por Gerson Borini, do site Autoentusiastas, e reuniu representantes da BYD, da Anfavea e da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).
Calvet defendeu a neutralidade tecnológica, com espaço para diferentes soluções de propulsão. Segundo ele, as montadoras são multinacionais e decidem investimentos em escala global, o que exige conciliar as particularidades do Brasil com as tendências internacionais.
Híbridos flex
Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD, afirmou que o desenvolvimento de híbridos flex é prioridade da empresa para o Brasil. De acordo com ele, a companhia investiu R$ 134 milhões na solução.
Baldy citou o ATTO 2 DM-i como o primeiro SUV compacto híbrido plug-in flex do mundo, com preço inicial informado de R$ 149.990. Segundo o executivo, de 93% a 94% da matriz elétrica brasileira vêm de fontes limpas ou renováveis.
A BYD também levou veículos para testes em outros mercados, como a Índia. Baldy disse ainda que consumidores relataram autonomia superior a 30 quilômetros por litro, mas o dado foi apresentado sem detalhes sobre as condições de medição.
Baterias e motores a combustão
O presidente da ABVE, Ricardo Bastos, avaliou que a eletrificação continuará avançando, mas sem necessariamente substituir todos os motores a combustão. Nesse cenário, segundo ele, biocombustíveis podem ajudar a reduzir emissões nos veículos que continuarem em circulação.
Bastos afirmou que a maior durabilidade das baterias pode adiar a reciclagem em escala industrial e que o Brasil ainda depende de fornecedores externos em etapas da cadeia de baterias e componentes.
Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada, sob supervisão da redação do Norte Agora. Viu um erro? Envie uma correção.