Segunda balsa também encalhou na segunda (19); DNIT prevê edital da nova ponte na sexta (23), com prazo de obra de 28 meses.

Uma balsa que fazia a travessia do Rio Tocantins entre Pedro Afonso e Tupirama, na região central do estado, encalhou em um banco de areia na tarde de domingo (18). Os caminhoneiros a bordo passaram a noite no rio, e a embarcação só voltou a navegar por volta das 9h de segunda (19).
Dois caminhões eram transportados quando a balsa ficou presa, por volta das 15h20, cerca de 20 minutos depois de iniciada a operação. Um dos motoristas contou que recebeu janta e café, recusou a oferta de hotel e preferiu ficar no veículo para cuidar da carga.
Ainda na segunda (19), uma segunda balsa, que levava carros e caminhões, também encalhou, e a travessia ficou comprometida por cerca de três horas. Imagens feitas por drone da primeira embarcação parada no meio do rio passaram de 100 mil visualizações nas redes sociais.
Estiagem reduz nível do rio
A Pippes, empresa que opera as balsas, atribuiu os episódios à redução do nível do Rio Tocantins durante a estiagem. Segundo o representante da empresa, Túlio Moura, quando a vazão é insuficiente a operadora aciona a UHE Lajeado para tentar elevar o nível da água.
A Investco, responsável pela usina, informou que a operação segue as determinações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e que mantém contato técnico com os responsáveis pela travessia, principalmente na estiagem.
Ponte tem restrição para carga pesada
A região depende das balsas para a passagem de veículos pesados por causa da interdição parcial da ponte da BR-235, no km 164. Laudos concluídos em julho apontaram danos no concreto e desgastes considerados irreversíveis nas fundações. Desde 25 de agosto, a passagem está liberada apenas para veículos leves.
De acordo com o DNIT, os estudos e projetos de uma nova ponte entre Pedro Afonso e Tupirama estão concluídos, e o edital de licitação deve ser publicado na sexta (23). A obra terá prazo estimado de 28 meses a partir da ordem de serviço. O órgão também vai avaliar os dados de monitoramento da ponte atual para verificar se é possível ampliar o limite de peso, mas as restrições seguem em vigor.
Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada, sob supervisão da redação do Norte Agora. Viu um erro? Envie uma correção.