Sensores registraram partículas finas quase 17 vezes acima da referência da OMS em Manaquiri. Amazonas já soma 7.896 focos de calor em 2026.

A capital amazonense completou nesta quinta-feira (15) o oitavo dia seguido sob fumaça de queimadas, segundo boletim do Ministério Público de Contas do Amazonas (MPC-AM). O episódio começou em 8 de outubro.
Às 8h43, uma estação na zona Leste de Manaus marcou 91,6 microgramas de partículas finas (PM2,5) por metro cúbico de ar, nível classificado como “muito ruim”. A Organização Mundial da Saúde recomenda média diária de até 15 µg/m³.
No interior, a situação é pior. Os sensores apontaram 253,4 µg/m³ em Manaquiri, 127,6 µg/m³ em Urucurituba e 126,8 µg/m³ em Itacoatiara, todos na faixa “péssima”. As leituras vêm da plataforma SELVA, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que usa sensores de baixo custo e serve como indicação local, não como medição oficial.
Focos de calor dobraram
De janeiro até 14 de outubro, o Amazonas registrou 7.896 focos de calor, contra 3.667 no mesmo período de 2025, alta de cerca de 115%, segundo dados do Inpe citados no boletim. Lábrea, no sul do estado, aparece em 8º lugar no ranking nacional de outubro, com 254 focos.
O boletim alerta que a queda recente na contagem diária não significa que os incêndios acabaram, porque nuvens e o horário de passagem dos satélites afetam a detecção.
O que fazer
A recomendação é que crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardíacas evitem esforço ao ar livre nas áreas com ar “muito ruim” ou “péssimo”. A Prefeitura de Manaus suspendeu as aulas presenciais da rede municipal nos dias 9, 13 e 14 de outubro.
A previsão do Inmet indica calor de até 38 °C no sábado (17), com possibilidade de pancadas isoladas. A chuva pode trazer alívio pontual, mas não deve limpar o ar da região de forma duradoura.
Texto produzido com apoio de IA a partir da fonte citada e revisado pela redação do Norte Agora. Viu um erro? Envie uma correção.