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Desafio Bioinovação Amazônia seleciona dez tecnologias de açaí, buriti e copaíba; prêmio final é de R$ 450 mil

Programa do Idesam recebeu quase 500 inscrições de mais de 80 países; cada equipe terá cerca de R$ 100 mil para validar a proposta.

Açaí debulhado, na Ilha de Marajó (PA)
Imagem ilustrativa: Açaí debulhado, na Ilha de Marajó (PA). Foto: Marajonida / Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0.

O Desafio Bioinovação Amazônia, realizado pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam) por meio da ZÔMA, selecionou dez tecnologias que usam a biodiversidade da região para criar produtos e negócios. A chamada internacional recebeu quase 500 inscrições, com interesse de participantes de mais de 80 países.

Entre as propostas estão o aproveitamento de resíduos de açaí, o aumento da extração de óleo de buriti e o rastreamento de espécies oleaginosas sem danificar as árvores. O programa tem financiamento do Bezos Earth Fund e parceria da Penn State University.

A seleção teve etapas. Na segunda fase, anunciada em julho, foram escolhidos 50 participantes: 25 inovadores e 25 especialistas em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). Depois, no Pitch Day, uma banca especializada avaliou as propostas, e dez tiveram as melhores notas.

O que propõem as tecnologias

Os seis desafios da chamada tratavam de bioativos de óleos amazônicos, óleos funcionais, derivados da borracha, cadeia da castanha-do-brasil, amidos funcionais e resíduos de frutas.

  • Extratos bioativos a partir de caroços de açaí;
  • Coquetel multienzimático para recuperar mais óleo de buriti: em ensaios apresentados pela dupla, o rendimento mais do que duplicou;
  • Oiru Bio, com software de rastreabilidade e sensores não invasivos para identificar espécies oleaginosas, como a copaíba;
  • Aplicações na saúde, como microagulhas poliméricas, nanorrepelente com andiroba e copaíba e nanofibra para cuidado de feridas.

Segundo a organização, as tecnologias estão em estágios diferentes de maturidade e ainda dependem de validação e desenvolvimento para uso comercial.

Próximas etapas

O programa prevê residência na Amazônia, apoio técnico e acesso a infraestrutura de pesquisa. Cada equipe deve receber cerca de R$ 100 mil para validação tecnológica.

Ao final, três equipes mais bem classificadas dividirão uma premiação de R$ 450 mil. Os seis desafios foram definidos com participação da COOPEACRE, no Acre, e da Vem do Xingu, no Pará.

FonteCom informações de A Crítica.

Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada, sob supervisão da redação do Norte Agora. Viu um erro? Envie uma correção.