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Dragagem do DNIT em Careiro da Várzea (AM) é interrompida após pressão de ribeirinhos

Ipaam diz que o pedido de licença ambiental ainda está em análise; DNIT afirma que o serviço é emergencial e tem base legal.

Draga em operação no rio Medina, Ilha de Wight (Inglaterra)
Imagem ilustrativa: Draga em operação no rio Medina, Ilha de Wight (Inglaterra). Foto: ITookSomePhotos / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0.

Uma dragagem iniciada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em Careiro da Várzea, na região metropolitana de Manaus, foi interrompida após pressão de ribeirinhos. Eles temem que o serviço provoque o desbarrancamento das margens do rio. Moradores afirmam que não há licença ambiental para a atividade.

Segundo a apuração do jornal A Crítica, a draga trabalhou por cerca de uma hora na terça-feira (27), após pedido de vereadores registrado no Requerimento n.º 704/2026, da Câmara Municipal. O serviço parou quando a prefeitura questionou a atividade e pediu as licenças.

A paralisação foi mantida na quarta-feira (28). Na quinta (29), a dragagem foi retomada por cerca de 40 minutos.

O que dizem DNIT e Ipaam

O DNIT afirma que a dragagem no canal da travessia entre o Porto da Ceasa, em Manaus, e Careiro da Várzea tem caráter emergencial. De acordo com o órgão, o objetivo é restabelecer a navegabilidade, comprometida por assoreamento e bancos de areia agravados pela estiagem.

O órgão cita ainda a Portaria nº 5.208, de 19 de outubro de 2026, publicada no Diário Oficial da União, que ratificou a situação de emergência no trecho. Segundo o DNIT, serviços em infraestrutura federal sob sua responsabilidade não dependem, por si só, de autorização da prefeitura. O órgão ressalva, porém, que isso não afasta a obrigação de seguir a legislação ambiental e as manifestações dos órgãos competentes, quando exigíveis.

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) informa que há um pedido de licenciamento em análise. Segundo o instituto, os serviços não foram iniciados, e foi constatada apenas a movimentação de máquinas e equipamentos. O órgão diz que a atividade só poderá começar após o cumprimento dos procedimentos para a validade da licença.

O DNIT, por sua vez, confirmou o início da execução, o que também foi atestado por testemunhas ouvidas pela reportagem.

Moradores pedem providências

Desde a chegada da draga, moradores de comunidades próximas procuraram a prefeitura, o Ministério Público do Estado e a Defensoria Pública. Eles temem que a dragagem perto das margens aumente o risco de terras caídas, fenômeno comum no rio Solimões.

Em razão da seca deste ano, o governo federal já reconheceu situação de emergência em 48 municípios. A Defesa Civil estadual calcula que o impacto atinja mais de 404 mil famílias.

FonteCom informações de A Crítica.

Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada, sob supervisão da redação do Norte Agora. Viu um erro? Envie uma correção.

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