Ipaam diz que o pedido de licença ambiental ainda está em análise; DNIT afirma que o serviço é emergencial e tem base legal.

Uma dragagem iniciada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em Careiro da Várzea, na região metropolitana de Manaus, foi interrompida após pressão de ribeirinhos. Eles temem que o serviço provoque o desbarrancamento das margens do rio. Moradores afirmam que não há licença ambiental para a atividade.
Segundo a apuração do jornal A Crítica, a draga trabalhou por cerca de uma hora na terça-feira (27), após pedido de vereadores registrado no Requerimento n.º 704/2026, da Câmara Municipal. O serviço parou quando a prefeitura questionou a atividade e pediu as licenças.
A paralisação foi mantida na quarta-feira (28). Na quinta (29), a dragagem foi retomada por cerca de 40 minutos.
O que dizem DNIT e Ipaam
O DNIT afirma que a dragagem no canal da travessia entre o Porto da Ceasa, em Manaus, e Careiro da Várzea tem caráter emergencial. De acordo com o órgão, o objetivo é restabelecer a navegabilidade, comprometida por assoreamento e bancos de areia agravados pela estiagem.
O órgão cita ainda a Portaria nº 5.208, de 19 de outubro de 2026, publicada no Diário Oficial da União, que ratificou a situação de emergência no trecho. Segundo o DNIT, serviços em infraestrutura federal sob sua responsabilidade não dependem, por si só, de autorização da prefeitura. O órgão ressalva, porém, que isso não afasta a obrigação de seguir a legislação ambiental e as manifestações dos órgãos competentes, quando exigíveis.
O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) informa que há um pedido de licenciamento em análise. Segundo o instituto, os serviços não foram iniciados, e foi constatada apenas a movimentação de máquinas e equipamentos. O órgão diz que a atividade só poderá começar após o cumprimento dos procedimentos para a validade da licença.
O DNIT, por sua vez, confirmou o início da execução, o que também foi atestado por testemunhas ouvidas pela reportagem.
Moradores pedem providências
Desde a chegada da draga, moradores de comunidades próximas procuraram a prefeitura, o Ministério Público do Estado e a Defensoria Pública. Eles temem que a dragagem perto das margens aumente o risco de terras caídas, fenômeno comum no rio Solimões.
Em razão da seca deste ano, o governo federal já reconheceu situação de emergência em 48 municípios. A Defesa Civil estadual calcula que o impacto atinja mais de 404 mil famílias.
Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada, sob supervisão da redação do Norte Agora. Viu um erro? Envie uma correção.