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Escala 5x2 começa a valer em 16 de dezembro e desafia o comércio na época de Natal

Jornada cai de 44 para 42 horas semanais no primeiro ano e chega a 40 horas um ano depois, em 2027, sem redução de salários

Boulevard Castilhos França, no bairro da Campina, em Belém
Imagem ilustrativa: Boulevard Castilhos França, no bairro da Campina, em Belém. Foto: Sintegrity / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0.

A escala 5x2, com cinco dias de trabalho e dois de descanso por semana, passa a valer em 16 de dezembro de 2026, às vésperas do Natal. O modelo substitui o 6x1 e exige reorganização das empresas, principalmente do comércio varejista, em plena época de maior movimento.

A regra decorre da Emenda Constitucional 141, que prevê a transição para jornada de 40 horas semanais, sem redução de salários. Na primeira etapa, o limite será de 42 horas, em vez das atuais 44. Um ano depois, em 2027, o teto cai para 40 horas.

Natal é o primeiro teste

Supermercados, lojas de departamentos, farmácias e shoppings precisarão reorganizar equipes para manter o atendimento, inclusive aos fins de semana e feriados. Os empresários estudam mudar a distribuição dos turnos, contratar temporários e usar tecnologia para ganhar produtividade.

A legislação permite que empresas e sindicatos negociem a distribuição das folgas. Isso significa que a escala 5x2 não garante, automaticamente, descanso aos sábados e domingos para todos. No comércio, as folgas poderão ser feitas em revezamento.

Sindicatos negociam regras

Em São Paulo, o Sindicato dos Comerciários, que representa cerca de 500 mil trabalhadores, negocia a adequação das convenções coletivas. Um dos pontos em debate é garantir ao menos três domingos de descanso por mês em determinadas negociações.

Grandes redes têm mais facilidade para redistribuir equipes entre unidades e turnos, enquanto pequenos comerciantes podem precisar de ajustes mais profundos. Representantes dos trabalhadores defendem que mais descanso pode reduzir o desgaste físico e os afastamentos.

FonteCom informações de Diário do Pará.

Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada, sob supervisão da redação do Norte Agora. Viu um erro? Envie uma correção.