Secretaria de Saúde diz que ampliação em Palmas e Gurupi depende de investimento da Pró-Rim e ainda não há prazo definido.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) informou que prevê ampliar o atendimento de hemodiálise no Tocantins, com 17 novas cadeiras, após médicos alertarem que pacientes do Hospital Geral de Palmas (HGP) esperam mais de 72 horas pelo procedimento. Segundo a pasta, ainda não há prazo definido para a implementação.
De acordo com a SES, a proposta inclui dez cadeiras em Porto Nacional, por meio da Santa Casa, três no HGP e quatro no Hospital Regional de Gurupi.
A secretaria afirmou que a expansão em Palmas e Gurupi depende de investimentos da Pró-Rim, empresa que presta o serviço de hemodiálise nos dois hospitais. Segundo a pasta, as condições contratuais já foram disponibilizadas e as negociações continuam, com a possibilidade de aumento dos turnos de atendimento.
A SES também informou que busca outros prestadores para ampliar a oferta de Terapia Renal Substitutiva. O credenciamento estadual segue aberto a empresas interessadas.
Alerta do sindicato
O alerta foi feito pelo Sindicato dos Médicos no Estado do Tocantins (SIMED-TO), em apoio aos nefrologistas do HGP. Segundo a entidade, há pacientes com indicação de hemodiálise há mais de 72 horas que não conseguiram fazer o procedimento por falta de vagas.
O sindicato também aponta falta de equipamentos de osmose reversa, usados na purificação da água, e de estrutura para hemodiálise à beira-leito, o que afetaria pacientes graves que não podem ser levados do pronto-socorro ao setor, no térreo do hospital.
A entidade cobra a compra de máquinas, mais vagas, contratação de profissionais especializados e a implantação do atendimento à beira-leito. O SIMED-TO informou que poderá recorrer aos órgãos de controle.
Resposta do governo
Na nota, a SES afirmou que pacientes com necessidade de atendimento emergencial continuam recebendo assistência, conforme avaliação das equipes médicas. A pasta atribuiu a maior procura ao aumento da demanda por tratamento renal, principalmente entre pessoas com hipertensão e diabetes.
O governo não informou quantos pacientes aguardam pelo procedimento no HGP, quantas máquinas estão em funcionamento nem quando as novas cadeiras estarão disponíveis.
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