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Manaus tem alta de 37,5% nos casos de sífilis congênita em 2026; Semsa reforça testes no pré-natal

Média mensal passou de 24 para 33 casos em relação a 2025; rede municipal passou a recomendar três testes durante a gravidez.

Unidade Básica de Saúde Nilton Lins, em Manaus
Imagem ilustrativa: Unidade Básica de Saúde Nilton Lins, em Manaus. Foto: Amazônia Real from Manaus AM, Brasil / Wikimedia Commons, CC BY 2.0.

Manaus registra, em 2026, média de 33 casos de sífilis congênita por mês, alta de 37,5% em relação a 2025, quando a média era de 24. Os dados são do Sinan, do Ministério da Saúde, e foram divulgados pela Prefeitura nesta quinta-feira (22), dentro da campanha Outubro Verde.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), as notificações de sífilis em gestantes também subiram: a média mensal é de 208 casos neste ano, aumento de 5,1% sobre os 198 de 2025.

A Semsa afirma que reforçou a detecção precoce e o tratamento imediato de gestantes com diagnóstico da infecção na rede municipal, com o objetivo de interromper a transmissão da mãe para o bebê.

Três testes na gravidez

O Ministério da Saúde recomenda dois exames durante a gestação, no primeiro e no último trimestre. Em março de 2026, o Comitê Municipal de Prevenção da Transmissão Vertical orientou a rede a fazer um terceiro teste, no segundo trimestre.

Segundo Ylara Costa, técnica do Núcleo de Controle de HIV/Aids, IST e Hepatites Virais da Semsa, o exame extra ajuda a identificar infecção recente, novas infecções durante a gravidez e reinfecções.

“Com o tratamento adequado, conseguimos evitar a transmissão da bactéria da gestante para o embrião em 100% dos casos, mas isso depende muito do tempo de exposição no útero”, afirmou Ylara.

Teste rápido e tratamento

O teste rápido está disponível em todas as unidades de saúde da rede municipal. Ele usa uma gota de sangue, e o resultado sai, em média, em meia hora. A Semsa recomenda que pessoas com vida sexual ativa façam ao menos um teste por ano.

O tratamento em adultos exige, na maioria dos casos, três doses de penicilina, com intervalo de sete dias. Segundo a Semsa, se o intervalo de sete a nove dias é perdido, o tratamento precisa ser reiniciado.

FonteCom informações de Prefeitura de Manaus.

Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada, sob supervisão da redação do Norte Agora. Viu um erro? Envie uma correção.