Canal no WhatsApp

Ministério da Saúde começa a oferecer nove novos medicamentos contra câncer no SUS; veja a lista

Primeira etapa chega a 20 centros de 16 estados e do DF, entre eles PA, AM, RO e TO; mais de 116 mil pessoas devem ser beneficiadas.

Novo Centro Oncológico do Hospital Geral de Guarulhos (SP)
Imagem ilustrativa: Novo Centro Oncológico do Hospital Geral de Guarulhos (SP). Foto: Governo do Estado de São Paulo / Wikimedia Commons, CC BY 2.0.

O Ministério da Saúde começa a oferecer, a partir desta semana, nove novos medicamentos de alta tecnologia para o tratamento de câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a pasta, é a maior inclusão já feita na área e atende a 100% da demanda por esses produtos.

Os remédios são indicados para 13 tratamentos diferentes e devem beneficiar mais de 116 mil pessoas. De acordo com o ministério, o impacto anual só na compra dos medicamentos é de R$ 155,4 milhões.

A oferta começa em 20 centros de tratamento, em todas as regiões do país. As unidades da etapa inicial ficam em 16 estados e no Distrito Federal, entre eles Pará, Amazonas, Rondônia e Tocantins.

A expectativa é estender o fornecimento aos demais centros até o fim do ano. A previsão do ministério é chegar a 23 novos fármacos oncológicos no período, o que ampliaria em 35% as alternativas na rede pública.

Quais são os medicamentos

  • trastuzumabe: câncer de estômago ou da junção esofagogástrica;
  • abemaciclibe: câncer de mama precoce, nos casos RH+, Her2- e com linfonodo positivo;
  • acetato de lanreotida: tumores neuroendócrinos;
  • pazopanibe: câncer de rim de células claras metastático;
  • rituximabe: leucemia linfocítica crônica (primeira linha), linfoma folicular e linfoma difuso;
  • abiraterona: câncer de próstata resistente à hormonioterapia, metastático ou não, e também o sensível à hormonioterapia que já é metastático;
  • gefitinibe: câncer de pulmão de não pequenas células, em primeira linha;
  • TSH recombinante (alfatirotropina): câncer diferenciado de tireoide com indicação de iodo radioativo;
  • sunitinibe: câncer de rim de células claras metastático e GIST avançado ou metastático, quando o imatinibe não funcionou.

Rastreamento e cirurgias

O ministro Alexandre Padilha anunciou o rastreamento do câncer de intestino no SUS, com 400 mil testes imunoquímicos fecais distribuídos a todos os estados. O exame é voltado a pessoas assintomáticas de 50 a 75 anos e indica quem precisa fazer colonoscopia.

“Nós estamos construindo o maior programa público de rastreamento do câncer de colo retal do mundo”, afirmou Padilha. O ministério também passa a custear cirurgias videotorácicas oncológicas, usadas principalmente no câncer de pulmão.

FonteCom informações de ac24horas.

Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada, sob supervisão da redação do Norte Agora. Viu um erro? Envie uma correção.