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MP do TO pede à Justiça que obrigue Guaraí a fazer concurso e regularizar contratos temporários

Segundo auditoria do TCE, 562 dos 1.076 servidores da prefeitura eram temporários em novembro de 2025; apenas 425 eram efetivos

Imagem de Guaraí, Tocantins
Imagem ilustrativa: Imagem de Guaraí, Tocantins. Foto: Túllio F / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0.

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) entrou na Justiça com uma Ação Civil Pública, com pedido de tutela de urgência, para obrigar a Prefeitura de Guaraí a realizar concurso público e regularizar a contratação de servidores temporários.

A ação foi proposta pela 3ª Promotoria de Justiça do município. De acordo com o MPTO, uma investigação apontou que Guaraí tem mais temporários do que efetivos e não faz concurso geral para repor o quadro de pessoal desde 2016.

O que mostra a auditoria

Segundo a ação, auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE-TO) identificou que, em novembro de 2025, a administração municipal tinha 1.076 servidores. Desses, 562 eram temporários e 425 ocupavam cargos efetivos.

O promotor Milton Quintana destacou que o TCE, por meio do Acórdão nº 508/2026, julgou irregulares os atos de gestão ligados às contratações temporárias, aplicou multa à prefeita e determinou providências para a realização de concurso.

Para o MPTO, as medidas adotadas pela prefeitura foram insuficientes. O município abriu procedimento para contratar a banca de um concurso com 104 vagas para professores de nível superior, que não inclui áreas como Saúde, Assistência Social e Quadro Geral.

O órgão também aponta possível risco à sustentabilidade financeira do regime de previdência municipal, o Guaraí Prev, pela falta de entrada regular de novos servidores efetivos.

Pedidos à Justiça

O MPTO pede que a Justiça determine ao município:

  • suspender novas contratações temporárias em 60 dias, exceto em casos de excepcional interesse público, devidamente justificados;
  • encerrar, no mesmo prazo, os contratos temporários considerados irregulares e iniciar os procedimentos para um concurso amplo, com Quadro Geral, Saúde, Assistência Social e demais secretarias;
  • aplicar as provas do concurso em até 180 dias.

Em caso de descumprimento, o MPTO pede multa diária de, no mínimo, R$ 5 mil.

FonteCom informações de Conexão Tocantins.

Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada, sob supervisão da redação do Norte Agora. Viu um erro? Envie uma correção.