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MPF recomenda proibir venda de combustíveis em galões no AM durante emergência das queimadas

ANP e Governo do Amazonas têm cinco dias para responder; recomendação prevê exceções para serviços essenciais e comunidades isoladas.

Queimada às margens da Transamazônica, em Canutama (AM)
Imagem ilustrativa: Queimada às margens da Transamazônica, em Canutama (AM). Foto: Coordenação-Geral de Observação da Terra/INPE from Brasil / Wikimedia Commons, CC BY-SA 2.0.

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou à Agência Nacional do Petróleo (ANP) e ao Governo do Amazonas que suspendam a venda de gasolina, etanol e diesel em galões, garrafas, bombonas e outros recipientes portáteis em todo o estado, enquanto durar a situação de emergência por causa das queimadas. A recomendação foi divulgada nesta quarta-feira (21).

Segundo o MPF, a medida busca dificultar o uso de combustíveis para provocar e ampliar incêndios florestais. O abastecimento deveria ser feito diretamente nos tanques de veículos, embarcações, máquinas e equipamentos levados aos postos, inclusive nos flutuantes.

Exceções previstas

A recomendação prevê exceções para serviços essenciais, moradores de comunidades sem acesso rodoviário ou sem postos e imóveis rurais cadastrados que precisem de diesel para máquinas agrícolas e geradores.

Nesses casos, a venda deve ser controlada, com:

  • identificação do comprador;
  • registro da finalidade e do volume comprado;
  • uso de recipientes certificados;
  • limites diários.

O MPF afirma que a medida não presume que toda compra em galões tenha fim ilegal. Segundo o órgão, os postos não podem limitar a venda por conta própria, e a restrição depende de ato da ANP ou do governo estadual.

“Restringir essa venda, com exceções para quem realmente precisa, é a forma mais rápida de dificultar a ação dos incendiários”, afirma o procurador da República André Luiz Porreca Ferreira Cunha, autor da recomendação.

Queimadas e prazo

De acordo com dados do Inpe citados no documento, o Amazonas teve 3.726 focos de calor em setembro de 2026, alta de 295,5% sobre o mesmo mês de 2025. Nos primeiros 13 dias de outubro, foram 1.608 focos, mais do que em todo outubro do ano passado.

A ANP e o governo estadual têm cinco dias, a partir do recebimento, para informar por escrito se vão acatar a recomendação. Se não cumprirem, devem apresentar justificativas técnicas e jurídicas. O MPF diz que a omissão pode levar a medidas administrativas e judiciais.

FonteCom informações de Amazonas Atual.

Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada, sob supervisão da redação do Norte Agora. Viu um erro? Envie uma correção.