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Projeto aprovado no Congresso prevê perdão de dívidas de MEIs com a União; texto aguarda sanção

Proposta pode beneficiar cerca de 3,6 milhões de microempreendedores, é automática e poderá valer em 1º de janeiro de 2027, se for sancionada.

Reunião deliberativa da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, em Brasília
Imagem ilustrativa: Reunião deliberativa da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, em Brasília. Foto: Senado Federal / Wikimedia Commons, CC BY 2.0.

O Congresso Nacional aprovou na semana passada um projeto que prevê o perdão de dívidas de Microempreendedores Individuais (MEIs) inscritas na dívida ativa da União. O Projeto de Lei Complementar 186, de 2026, pode beneficiar cerca de 3,6 milhões de MEIs.

O texto ainda precisa ser sancionado pelo presidente da República e poderá entrar em vigor em 1º de janeiro de 2027. Hoje, as dívidas dos MEIs somam R$ 12,57 bilhões, e quase 86% desse valor (cerca de R$ 11 bilhões) é considerado de difícil ou impossível recuperação.

Como funciona o perdão

O perdão será automático para as dívidas inscritas na dívida ativa até 13 de outubro de 2026. O microempreendedor não precisa fazer solicitação.

Para manter o benefício, o MEI deverá pagar em dia as contribuições mensais que vencerem nos seis meses seguintes à entrada em vigor da lei. Caso contrário, a remissão da dívida será cancelada.

Quem discute a dívida na Justiça precisará desistir da ação, sem pagar honorários advocatícios. Os valores já quitados não serão devolvidos.

Outras mudanças do Prospera MEI

O pacote, chamado Prospera MEI, também prevê outras medidas:

  • teto de faturamento anual sobe de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028;
  • MEIs poderão contratar até dois funcionários, em vez de um;
  • limite de licitações exclusivas para micro e pequenas empresas passa de R$ 80 mil para R$ 100 mil.

As medidas são coordenadas pelo Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, em conjunto com os ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento.

FonteCom informações de A Crítica.

Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada, sob supervisão da redação do Norte Agora. Viu um erro? Envie uma correção.