Rio está 3 metros abaixo do nível do ano anterior em Manacapuru, e a vazante pode se estender até a segunda quinzena de novembro

A vazante extrema do Rio Solimões provocou a morte de uma grande quantidade de peixes na comunidade rural Vila do Jacaré, em Manacapuru, no Amazonas. O fenômeno se intensificou ao longo desta semana.
A queda drástica no volume de água formou bolsões rasos e isolados na entrada da localidade. A pouca profundidade, somada ao aumento da temperatura e à falta de oxigenação, leva à mortandade do pescado.
Por causa do risco de contaminação da água usada para consumo e de novos problemas de saúde pública, moradores fizeram uma força-tarefa para recolher os animais mortos antes que apodreçam.
Rio recuou mais de 11 metros
De acordo com a Defesa Civil de Manacapuru e o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), o Solimões chegou a 7,40 metros no município. O nível está 3 metros abaixo do registrado na mesma época do ano anterior.
Desde o início da estiagem, o rio recuou 11,72 metros, a um ritmo médio de 8 centímetros por dia. Segundo os órgãos de monitoramento, a vazante pode durar até a segunda quinzena de novembro.
Na comunidade Canaboca, uma faixa de praia de cerca de 2 quilômetros isolou moradores e dificultou o escoamento da produção agrícola e o transporte de estudantes até as escolas.
Navegação é afetada em outros municípios
Em Caapiranga, a restrição de calado no Rio Manacapuru impede a entrada de embarcações maiores. Passageiros e transportadores navegam até a comunidade do Membeca e fazem a baldeação por terra, em carros e micro-ônibus, até a sede.
Em Anamã, o paraná de acesso deixou de receber barcos grandes, e um flutuante funciona como entreposto de carga, de onde os suprimentos seguem em embarcações menores. Em Anori, praias extensas se formaram em frente à orla, e passageiros e comerciantes caminham cerca de 1,5 quilômetro desde os pontos de atracação, usando triciclos motorizados para levar mercadorias.
Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada, sob supervisão da redação do Norte Agora. Viu um erro? Envie uma correção.