Levantamento do Amazon Underworld cobre seis países e mostra que, em um terço das cidades, mais de um grupo age ao mesmo tempo.

O crime organizado e grupos armados estão presentes em 768 dos 1.310 municípios da Amazônia analisados em seis países, o equivalente a 59% do total, segundo o projeto Amazon Underworld. O levantamento de 2026 foi divulgado pela InfoAmazonia em 28 de outubro.
Em um terço dessas localidades, mais de uma organização atua ao mesmo tempo, seja disputando território ou dividindo atividades. O estudo cobre Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela e identificou nove grupos presentes em pelo menos dois desses países.
A edição anterior, de 2025, havia encontrado grupos criminosos em 662 de 987 localidades. Segundo o levantamento, a diferença não deve ser lida automaticamente como queda da presença criminosa, porque a análise de 2026 incluiu 323 municípios a mais.
Facções brasileiras
De acordo com o estudo, o Comando Vermelho (CV) avança sobre corredores usados pelo tráfico, principalmente em áreas de fronteira e rotas fluviais. A facção também é apontada como responsável pelo controle do garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso.
O Primeiro Comando da Capital (PCC) tem presença estratégica em centros logísticos, entre eles Rondônia, Roraima, Tocantins e Maranhão. Segundo o levantamento, a facção também mantém atuação em áreas de distribuição de drogas e de lavagem de dinheiro. O CV também age na Bolívia, no Peru e na Colômbia, e o PCC, na Bolívia e no Peru.
A pesquisa aponta ainda envolvimento dessas organizações com garimpo ilegal, extorsão e controle de atividades econômicas. Segundo o estudo, indígenas e comunidades tradicionais estão entre os mais expostos.
Como foi feito
Os dados foram coletados de maio a outubro de 2026, com trabalho de campo, entrevistas, análise de informações oficiais e consulta a processos judiciais. Pelo critério adotado, usar o município apenas como rota de passagem não confirma a presença de um grupo; é preciso identificar atividades econômicas dele no local.
Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada, sob supervisão da redação do Norte Agora. Viu um erro? Envie uma correção.