Para consultor, estado precisa preparar estrutura para abastecer embarcações e qualificar mão de obra para a exploração de petróleo

A exploração de petróleo na Margem Equatorial vai exigir que o Amapá tenha uma base de apoio offshore, estrutura diferente da de um porto tradicional. A avaliação é do especialista em infraestrutura e operações logísticas portuárias Nasareno Figueiredo Cei, em entrevista ao Diário do Amapá.
Segundo ele, a Margem Equatorial se estende do Rio Grande do Norte ao Amapá. A base precisa atender os supply boats, embarcações que levam suprimentos e materiais às atividades no mar, e ser planejada para evitar problemas durante as campanhas de exploração.
Cei compara a operação a um pit stop de Fórmula 1: a embarcação chega das plataformas, troca ou embarca peças, recebe combustível, descarrega materiais e volta ao mar. De acordo com ele, o barco não pode ficar parado porque faz parte de uma cadeia de custo elevado.
Combustível, água e outros serviços
O especialista afirma que a base precisa ter parque de tancagem de diesel para abastecer as embarcações e levar combustível às unidades no mar. Também são necessários água potável, fornecimento de bordo e serviços de alimentação (catering).
Dependendo das características do porto e das embarcações, ele acrescenta que também serão necessários rebocadores bem equipados para apoiar as manobras de amarração e desamarração.
Para ele, a base deve estimular o surgimento de empresas que forneçam alimentos e outros produtos usados nas plataformas e embarcações.
Segundo Cei, uma sonda em perfuração custa milhares de dólares por dia, e um supply boat também tem custo diário alto. Por isso, ele diz que o tempo de espera aumenta de forma significativa as despesas da operação.
Qualificação profissional
O especialista diz que o setor exigirá mais conhecimento técnico. Para quem pretende atuar na área, ele recomenda cursos técnicos, como mecânica e automação, e o estudo de inglês, já que as plataformas reúnem profissionais de diferentes nacionalidades.
Cei afirma que há perspectiva de muitos anos de atividade, caso ela se desenvolva como esperado, e que a região deve usar esse período para estruturar a infraestrutura e preparar a mão de obra.
Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada, sob supervisão da redação do Norte Agora. Viu um erro? Envie uma correção.