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MPF recomenda comitê de crise contra queimadas no PA; incêndio em turfa preocupa em Alter do Chão

Segundo o Inpe, o estado teve 11.274 focos de calor de 1º a 27 de outubro; órgãos notificados têm dez dias para responder ao MPF

Alter do Chão, em Santarém (PA)
Imagem ilustrativa: Alter do Chão, em Santarém (PA). Foto: Espaço São José Liberto / Wikimedia Commons, CC BY 2.0.

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou medidas emergenciais para reforçar a prevenção e o combate às queimadas no Pará. Entre elas está a criação de um Comitê de Crise Integrado, em até cinco dias, para unir União, Governo do Pará e órgãos de proteção ambiental.

A recomendação também prevê o envio imediato de brigadistas, fiscais ambientais, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional às regiões mais afetadas. Os órgãos notificados têm dez dias corridos para informar se vão cumprir as medidas.

Incêndio subterrâneo em Alter do Chão

Em Santarém, no oeste do estado, o presidente da Brigada de Alter do Chão, Elder Stéfanno, relatou um incêndio subterrâneo em área de turfa, perto do igarapé do Camarão, dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) de Alter do Chão.

Segundo ele, o fogo na savana segue relativamente controlado. O problema está na margem do lago e perto da nascente do igarapé, onde a vegetação espinhosa impede o acesso das equipes.

Há ainda relatos de marcações para loteamento próximo à área atingida. A informação levanta suspeitas, mas não comprova quem causou o fogo, e o caso depende de apuração das autoridades.

Pará tem mais focos de calor entre os estados citados

De acordo com o Programa Queimadas, do Inpe, o Pará registrou 11.274 focos de calor entre 1º e 27 de outubro. O Amazonas teve 2.173, e o Tocantins, 1.705.

Os municípios com mais registros são Uruará (886), São Félix do Xingu (842), Altamira (694), Portel (656) e Santarém (519). Segundo o MPF, os incêndios afetaram 24 comunidades da Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio, e cerca de 3.150 famílias ficaram expostas à fumaça.

Em Santarém, a prefeitura declarou emergência ambiental na quarta-feira (28) e proibiu o uso do fogo. No mesmo dia, o monitoramento da Ufopa classificou a qualidade do ar como "muito ruim".

Se não houver resposta no prazo, o MPF considerará que houve recusa e poderá tomar providências administrativas e ajuizar ações judiciais.

FonteCom informações de Diário do Pará.

Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada, sob supervisão da redação do Norte Agora. Viu um erro? Envie uma correção.

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