Documento de 30 de outubro cita episódios em MT, MS e AM e pede proteção de territórios e responsabilização de agressores.

O Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém, publicou uma carta de repúdio a episódios de violência, intimidação e agressões contra povos indígenas. O documento é datado de 30 de outubro.
De acordo com o museu, os casos ocorreram em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Amazonas e foram motivados por disputas e retaliações de caráter político-partidário.
Na carta, a instituição afirma que a manifestação verbal ou o repúdio formal do Poder Público não bastam diante da gravidade dos fatos.
O que o museu cobra
O documento pede que autoridades dos poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, em todas as esferas, adotem medidas. Entre elas:
- proteção imediata dos territórios e das comunidades indígenas e vulneráveis;
- apuração imparcial das agressões, com responsabilização civil e criminal de executores e financiadores;
- presença do Estado nas regiões de conflito, para garantir a paz social, a integridade física das lideranças e a segurança alimentar e sanitária.
Ciência e direitos humanos
Para o museu, ataques ao corpo, ao território e à cultura dos povos indígenas também ferem a ciência, a memória e a dignidade das pessoas.
A carta ainda afirma que o uso da força e a perseguição a comunidades tradicionais violam a Constituição de 1988 e acordos internacionais de direitos humanos assinados pelo país. A instituição, que tem 160 anos, diz manter diálogo e colaboração com os povos originários.
Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada, sob supervisão da redação do Norte Agora. Viu um erro? Envie uma correção.